quarta-feira, 30 de março de 2016

Mulher é condenada após matar homem por ponto de tráfico em MG Ex-companheiro foi morto a facadas e teve o corpo queimado em Poços. Acusada deve cumprir 19 anos de prisão por causa do crime de homicídio.

Na carta escrita à mão um detento conhecido como ‘Manezinho’, cedia formalmente o que ele chamava de loja para Júlio César. No documento consta também o endereço a que ele teria direito, além de algumas condições. (Foto: Reprodução EPTV)
Uma mulher de 38 anos foi condenada a 19 anos de prisão pela morte do ex-companheiro emPoços de Caldas (MG). Ela foi julgada nesta terça-feira (29) na cidade. O crime aconteceu na véspera do Natal de 2014, quando Kátia Goulart matou a facadas e depois queimou o corpo do ex-marido, Júlio César Alves Ferreira, que tinha 24 anos.
Conforme foi divulgado na ocasião, o homem morto cumpria pena por tráfico de drogas em Três Corações (MG) e estava em Poços de Caldas por conta de uma saída temporária de 7 dias para o Natal. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por ele receber o comando de um ponto de tráfico de drogas na cidade.
Segundo a sentença, ela foi condenada por homicídio triplamente qualificado. Ela teria dado 29 facadas no homem, levado o corpo até a Serra do Selado e colocado fogo. O corpo da vítima só foi encontrado dias depois.
“Eu o matei antes dele me matar”, disse a mulher, quando confessou o assassinato. Ela foi presa no dia 9 de janeiro de 2015 e no mês seguinte, o filho dela de 20 anos, e o suposto amante, também de 20 anos, foram presos. Eles teriam participado do crime e ajudado a colocar fogo no corpo. Durante uma acareação, em fevereiro de 2015, a mulher assumiu a responsabildiade pelo assassinato e negou a participação do filho. 
Na carta escrita à mão um detento conhecido como ‘Manezinho’, cedia formalmente o que ele chamava de loja para Júlio César. No documento consta também o endereço a que ele teria direito (Foto: Reprodução EPTV)
Carta recebida pela vítima
Na época, o delegado responsável pelo caso,  Cleysson Rodrigo Brenner disse que o que pode ter motivado o crime foi uma carta recebida pela vítima, ainda na cadeia. No texto, ele recebia o comando de um ponto de tráfico de drogas em Poços de Caldas. A transferência, realizada dentro do presídio, teve direito a documento assinado por testemunhas.
Na carta escrita à mão um detento conhecido como ‘Manezinho’ cedia formalmente o que ele chamava de loja para Júlio César. No documento consta também o endereço a que ele teria direito, além de algumas condições. Júlio César não poderia, por exemplo, vender ou ceder o ponto para outras pessoas. Além disso, ‘Manezinho’ explica, na carta, que Júlio César, por já ter trabalhado para ele, era merecedor do espaço.
“Nós acreditamos que Kátia tenha sido a mentora do crime e que a carta tenha sido o principal motivo para ela ter tomado essa decisão. Há informações de que ela traficava neste mesmo ponto e testemunhas alegam que eles se desentenderam porque ela estava tendo um relacionamento com outro suspeito, que também foi preso”, disse o delegado na época das prisões.

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