terça-feira, 15 de março de 2016

Lula ministro. Ou: a importância estratégica da afronta para o PT.

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Uma das coisas mais bizarras que uma parte da direita inventou é a teoria de que “todos os partidos de esquerda dão no mesmo”. Basicamente, é uma técnica retórica de difamação. Assim como os neoateus diziam que “todas as religiões dão no mesmo” – mesmo sabendo da diferença fundamental entre o islamismo e o cristianismo, em termos de violência – a direita true diz que “PT e PSDB dão no mesmo”. A tática é puramente propagandística e fantasiosa, gerando gravíssimos efeitos colaterais.
O maior dos danos é a incapacidade mental de saber tratar – de verdade – um inimigo como o PT. Ressignificado para “apenas um partido igual o PSDB”, o PT acaba não sendo combatido adequadamente. Isso é mais do que óbvio: sendo que o PSDB não tem intenções totalitárias mas o PT sim, se acharmos que “ambos são a mesma coisa” ou inventamos um totalitarismo inexistente para o PSDB ou ignoramos o totalitarismo do PT. Essa é uma das consequências cognitivas de adotarmos a técnica dizendo que “todos os partidos de esquerda dão no mesmo”. A realidade é bem outra: há uma diferença entre PSDB e PT e o último é de fato o maior inimigo da democracia atualmente. Um cérebro que entenda essa diferença é capaz de lutar prioritariamente contra o PT e, em um segundo momento, lutar contra outros partidos mais moderados de esquerda.
Seja lá como for, mais uma evidência do diferencial do PT quanto à periculosidade se vê na nomeação de Lula como ministro da casa civil. Ao contrário de qualquer outro partido grande do Brasil, o PT consegue governar pelo sadismo. Partidos como PMDB e PSDB nem de longe conseguem executar tal proeza. Para o PT, emular as técnicas do Marquês de Sade é algo que eles comem com arroz e feijão. Com isso, mesmo um dia depois da maior manifestação da história do Brasil – que deixou o governo petista por um fio -, eles executam a ameaça da nomeação que já vinha rondando o país há uma semana.
Muitos se sentem ofendidos, ultrajados e indignados. Mas essa é apenas a essência do sadismo: humilhar os demais por afrontas diversas e com isso abaixar a guarda dos alvos da submissão. O sadismo não é baseado no sofrimento alheio, mas na humilhação para obtenção do benefício maior: a servidão voluntária. O cérebro humano se confunde quando é agredido em momentos estratégicos e, na reação ao ataque, pode subconscientemente acreditar no poder supremo de quem o humilha. É raro conseguir esse efeito: é preciso de talento para receber submissão após atos de destruição. O sadismo é também um jogo arriscado. Às vezes a vítima se rebela e o jogo fracassa. Mas o PT tem conseguido obter bons pontos com esse recurso. Evidentemente, a nomeação de Lula como ministro é parte do jogo. Se vamos nos indignar suficientemente para fazê-los pagar o preço da afronta é uma questão em aberto. As cartas estão na mesa.
Pelo menos é essencial nos conscientizarmos de que o PT não é um adversário como qualquer outro partido grande do Brasil. É um partido que se mantém no poder pela barbárie, pela psicopatia e, como vimos hoje, pelo sadismo. Se não compreendermos o PT como um partido mais perigoso do que qualquer outro de seus principais adversários e, enfim, o principal inimigo, pode ser que os sádicos novamente levem mais uma.

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