quinta-feira, 17 de março de 2016

Julgamento de "Bola" por morte de carcereiro é novamente adiado em Contagem (MG) Ex-policial já foi absolvido do crime, mas o MP recorreu da decisão


Condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", voltaria ao banco dos réus na manhã desta quinta-feira (17) no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele seria julgado pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo. mas o julgamento foi novamente adiado.
Segundo o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), a sessão teve início às 9h35 e era presidida pelo juiz Elexander Camargos Diniz. Entretando, devido à não nomeação de defesa durante a oitiva de uma testemunha em Brasília, o julgamento foi transferido para 7 de julho deste ano.
Ainda conforme o TJMG, crime aconteceu em maio de 2000 e, em 5 de novembro de 2012, o ex-policial foi absolvido da acusação. Entretanto, o MP (Ministério Público) recorreu da decisão pedindo a anulação do júri e a realização de um novo julgamento e, em abril de 2014, a 2ª Câmara Criminal acatou o recurso.
Neste pedido, o MP argumentou que a exibição de vídeos durante a sessão do primeiro julgamento, nos quais "Bola" aparecia em treinamento com armas, teria intimidado os jurados que formavam o Conselho de Sentença e que, por isso, eles teriam decidido de forma contrária à prova dos autos.
O novo júri estava previsto para acontecer em setembro do ano passado, mas foi adiado em função da morte do pai de um dos advogados de defesa do réu. Por isso, a sessão foi remarcada para 17 de março de 2016.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o assassinato de Novelo aconteceu durante uma emboscada armada contra ele no bairro São Joaquim, em Contagem. Ainda segundo o órgão, a dinâmica do homicídio sugere tratar-se de um crime de mando e "Bola" teria sido o executor. Além disso, o acusado teria sido reconhecido por uma irmã da vítima, que presenciou o crime.
Caso Bruno 
Em 27 de maio de 2013, Marcos Aparecido dos Santos foi condenado a 22 anos de prisão pela morte da modelo Eliza Samudio, em 2010. A vítima era ex-amante do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza e mãe de um filho do atleta.
"Bola" foi apontado como executor do crime e foi condenado a 19 anos em regime fechado pelo crime de homicídio duplamente qualificado e outros três anos pela ocultação de cadáver. 
Atualmente, "Bola" cumpre pena na Casa de Custódia da Polícia Civil e está sendo investigado pela Corregedoria da corporação porque foi flagrado participando de um churrasco na unidade prisional.

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