quinta-feira, 31 de março de 2016

Deputados cobram explicações da PM sobre casos de violência no Carnaval de BH Ações truculentas no Bloco da Bicicletinha e Tchanzinho da Zona Norte foram lembradas


As comissões de Direitos Humanos e de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovaram uma série de pedidos de esclarecimentos a órgãos públicos sobre as denúncias de agressões cometidas pela Polícia Militar durante o Carnaval de Belo Horizonte.
Durante audiência nesta quarta-feira (30) foram relatadas as ações truculentas da corporação contra os membros do Bloco da Bicicletinha e Tchanzinho da Zona Norte nos dias que antecederam o Carnaval na capital. Entre os requerimentos aprovados está a solicitação de informação à Corregedoria da PM sobre os fatos ocorridos e pedido à Prefeitura de Belo Horizonte das imagens das câmeras do Olho Vivo nos dias e locais onde teriam ocorrido as agressões.
Na reunião, a integrante do grupo "Muitas pela Cidade que Queremos", Morgana Rissinger, relatou que quando o Bloco da Bicicletinha desfilava na região da praça Raul Soares, no centro da cidade, e contava com cerca de 500 pessoas, um dos seus membros teria sido atropelado por uma viatura da Rotam.
Depois disso, esta pessoa teria sido presa, agredida e encaminhada para um batalhão. "Além disso, as pessoas que tentavam protegê-la sofreram ataques com bombas, tiros de bala de borracha e diversas agressões físicas. Já nos reunimos com a PM, mas ainda não tivemos respostas às nossas reivindicações", explicou Morgana. Em sua fala, ela cobrou o fato do folião detido não ter sido levado para uma delegacia de Polícia Civil para ser ouvido.
O representante do Bloco da Bicicletinha, André Toledo, lamentou o fato e lembrou que o grupo nada mais é que uma manifestação cultural, popular e urbana que tem como objetivo mostrar como pode ser divertido e seguro ocupar a cidade com bicicletas.
Metrô
Outro caso foi relatado pela representante do bloco Tchanzinho Zona Norte, Laila Heringer. De acordo com ela, o grupo desfila desde 2013 sem o acompanhamento da polícia e nunca foram registrados problemas de violência ou necessidade de intervenção no trânsito. De acordo com Laila, este ano, a corporação se fez presente e houve ações truculentas na estação do metrô do bairro 1º de maio.
"A Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU) não se preparou para receber os membros do bloco. Com isso, a PM interveio com agressividade, o que ocasionou vários feridos", salientou Laila.
O vereador Pedro Patrus, que pediu a reunião às comissões da ALMG, disse que houve agressão por parte da PM e lamentou a ausência de representantes da corporação. Explicou, ainda, que houve uma atividade na Câmara dos Vereadores com o mesmo objetivo, em que foi pleiteado o desarmamento da polícia nos blocos e a compreensão de que o Carnaval é um momento de manifestação cultural e social. "As únicas quatro ocorrências de violência registradas no Carnaval deste ano foram cometidas por parte da polícia. É preciso diálogo e medida de força", pediu.
O deputado Cristiano Silveira fez coro ao lamentar a ausência de representantes da Corregedoria e da Ouvidoria da PM. Para ele, seria fundamental esta participação para que pudessem ser dadas respostas às denúncias de agressão feitas pelos foliões dos blocos.

Comerciante flagra furto e passa coordenadas para PM pelo WhatsApp

O homem estava em um grupo da Rede de Comerciantes Protegidos, que conta com donos de lojas e policiais do 1º batalhão