terça-feira, 1 de março de 2016

Adolescente desaparecida mentiu sobre identidade, diz polícia em MG Garota que dizia ter 18 anos fugiu de Atibaia (SP) para São João del Rei. Mãe fez ocorrência e será ouvida; polícias trabalham em conjunto.

Polícia Civil apura caso de adolescente encontrada em São João del Rei (Foto: Reprodução/ TV Integração)
A Delegacia de Mulheres de São João del Rei descobriu a origem da adolescente que foi encontrada na cidade histórica no dia 10 de fevereiro. As primeiras informações apontam que a garota de 14 anos tinha fugido de casa, em Atibaia (SP), três dias antes de chegar a Minas Gerais.
Em depoimento à polícia, a adolescente havia dito que tinha 18 anos e perdido a memória. Mas após a repercussão do caso, o delegado que investiga o caso em Atibaia procurou a delegada da cidade mineira, Alessandra Azalim, na noite desta segunda-feira (29), informando que havia um Boletim de Ocorrência com as características da garota, que na verdade é menor de idade. Por isso, o G1 não informará o verdadeiro nome da adolescente, que deve ser ouvida na tarde desta terça-feira (1º), em São João del Rei.
“Ela não se chama Marcele e nem tem 18 anos. Na verdade, tem 14 anos e fugiu de casa no dia 7 de fevereiro. Uma família de Atibaia encontrou uma mochila e um celular da garota e devolveu à mãe adolescente. Percebendo a fuga, a mãe procurou a polícia e registrou Boletim de Ocorrência (BO)”, explicou a delegada.
Alessandra Azalim destacou que ainda faltam explicações para concluir o caso. “Até agora, a garota não contou nenhuma informação verdadeira. Ainda não sabemos porque ela fugiu, por onde passou, nem como foi parar em São João del Rei”, acrescentou.
Até agora, ela não contou nenhuma informação verdadeira. Ainda não sabemos por que ela fugiu, por onde passou, nem como veio parar em São João del Rei."
Alessandra Azalim, delegada
Ainda conforme a delegada, está previsto o depoimento da mãe da adolescente na Polícia Civil em Atibaia. As duas delegacias envolvidas no caso e realizando os procedimentos para formalização do reconhecimento da verdadeira identidade da adolescente.
Enquanto isso, ela permanece num abrigo para crianças e adolescentes em São João del Rei e ainda não tem data pra voltar para a cidade natal. Alessandra Azalim disse que a família não tem condições financeiras de buscar a adolescente. Por isso, também será definido entre as polícias civis das cidades envolvidas e a assistência social de São João del Rei como será feita a entrega dela à responsável.
Pistas desconexas
A garota foi encontrada por um casal enquanto andava pelas ruas de São João del Rei no dia 10 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas. De acordo com o agente social Claudinei Soares, a jovem relatou que saiu da zona rural e que partiu para São Paulo, onde foi abordada e acolhida por uma mulher.
Em seguida saiu para conhecer alguns pontos da cidade e lhe foi oferecido um copo de água. Depois disso, alegou não se lembrar de mais nada. De acordo com o agente social, o casal a levou até a Polícia Militar (PM), que chamou os assistentes sociais e o caso foi encaminhado para investigação na Polícia Civil.
Após duas semanas e meia de apuração, a adolescente deu informações que ampliavam a busca pela origem dela em diferentes cidades do país. Por causa das pistas desconexas, a Polícia Civil optou por tornar a situação pública, com autorização da Justiça e da Promotoria da Vara de Infância.

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