quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Descontentes, deputados do PMDB ameaçam romper 'casamento' de 18 anos com PT mineiro

Descontentes, deputados do PMDB ameaçam romper ‘casamento’ de 18 anos com PT mineiro
CABO JÚLIO – “O governo se relaciona muito mal com o parlamento”

O relacionamento ruim do governador Fernando Pimentel (PT) com os dez deputados do PMDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais levou o grupo de parlamentares peemedebistas a se reunir nessa quarta (24) para conversar sobre um possível rompimento com o governo e a consequente saída da base governista.

Dentre os motivos da insatisfação dos deputados, o mais grave para eles foi a falta de diálogo na construção da reforma administrativa, que deve ser anunciada pelo governo na semana que vem. O contingenciamento de R$ 2 bilhões no Estado, detalhado na segunda-feira (22), também desagradou os parlamentares.

O vice-líder de governo, Cabo Júlio (PMDB), protocolou esta semana pedido de saída do cargo e afirmou que já não exerce mais as funções de vice-líder na Casa, tamanho o descontentamento.

“O governo está se relacionando muito mal com o parlamento. Sequer fomos ouvidos ou consultados sobre a reforma. O que vai acontecer agora é que o projeto de lei vai chegar à Assembleia e não vai andar, porque vamos obstruir a pauta”, prometeu.

Sedru

Segundo Cabo Júlio, o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru), Tadeu Martins Leite (PMDB), não foi informado sobre o corte de 80% na pasta que comanda. “O contingenciamento foi anunciado sem comunicado ao secretário ou à bancada”.

Contudo, de acordo com Cabo Júlio, a decisão pessoal de saída da vice-liderança foi tomada após o corte de cerca de R$ 360 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM), também anunciado por Pimentel.

Outros parlamentares, que pediram que não fossem citados, confirmaram a onda de insatisfação com o governo. Assim como Cabo Júlio, os peemedebistas Iran Barbosa e João Magalhães teriam confirmado a saída da base. “Não queremos um relacionamento desgastado aqui, a exemplo do que acontece em Brasília”, completou Cabo Júlio.

Para o líder de governo, Durval Ângelo (PT), o “casamento” PT-PMDB é “insolúvel”. “Sempre teremos conflitos. Mas é uma aliança de 18 anos em Minas que não pode acabar”.

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