terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Polícias de Juiz de Fora orientam como agir em caso de chantagem

Crime motel Juiz de Fora  (Foto: Roberta Oliveira/ G1)

A principal dica é registrar o caso nas Polícias Civil ou Militar.
Em MG, jovem foi morto ao defender namorada de suposta chantagem.

A morte do comerciante de 27 anos ao tentar defender a namorada de um suposto chantagista, em Juiz de Fora, destacou a necessidade de buscar apoio das áreas de segurança em casos semelhantes. O suspeito do crime foi localizado pelos investigadores da Delegacia de Homicídios nesta terça. “Nunca devem agir por conta própria, porque o desfecho pode ser trágico”, ressaltou o chefe do 4º Departamento da Polícia Civil, em Juiz de Fora, José Walter da Motta Matos. Em nota enviada ao G1, a Polícia Militar (PM) destacou a importância de agir com cuidado, especialmente nas informações publicadas na internet e em redes sociais.
Matos lembrou que a chantagem traz consigo dois tipos de crime. “Ela envolve a extorsão e o constrangimento legal. O autor quer obter alguma forma de vantagem e impõe à vitima um tipo de constrangimento. São crimes graves. O Código Civil pune o autor de extorsão com pena de quatro a dez anos de reclusão, e o constrangimento prevê pena de três meses a um ano de detenção”, explicou. 
Em nota enviada ao G1, a Polícia Militar (PM) destacou que, em casos de chantagem, a vítima deve procurar o apoio de uma autoridade competente para solucionar a situação. “Como a própria PM, por meio da confecção de um Boletim de Ocorrência, ou a Polícia Civil, para que haja o protocolo deste tipo de crime. Lembrando que, caso haja o reconhecimento de autoria quanto à chantagem, a vítima deve acionar a Justiça numa ação pública condicionada, por meio da queixa”, ressaltou o texto. Outra orientação é evitar marcar encontros reais com desconhecidos. E se ocorrer, deve ser em locais públicos, onde a pessoa não ficará sozinha.O chefe da Polícia Civil disse que, ao buscar ajuda na área de segurança, a vítima será orientada sobre como agir. “Não deve se submeter à chantagem. O suspeito tenta amedrontar a pessoa. E se ela ceder, o autor pode insistir e exigir cada vez mais benefícios. Por isso que a gente pede que as vítimas busquem os setores de segurança. É um crime grave que pode ter consequências desastrosas”, reforçou.
A nota destacou também algumas dicas para evitar situações que configuram chantagem, como nunca revelar para desconhecidos dados e informações íntimas ou pessoais, como número de telefone, endereço, dados de documentos, senhas, informações sobre outras pessoas da família. Sobre contatos feitos através da internet, a PM reforçou a recomendação de agir com cautela na rede, não abrir câmera ou enviar fotos íntimas para desconhecidos, porque não é possível controlar o uso que será feito destas imagens. “A própria conduta na rede pode ser usada contra você no futuro, caso poste conteúdos indevidos”, diz a nota.
Lembre o caso
A morte do jovem comerciante foi registrada no sábado (31). Ele foi assassinado com golpes de faca por um homem suspeito de estar chantageando a namorada dele, de 22 anos. Além disso, o suspeito também teria ferido com golpes de faca dois homens, amigos da vítima. Um dos dois homens feridos pelo suspeito teve alta do Hospital Geral e Maternidade Therezinha de Jesus (HTMJ). O outro permanece internado.
O inquérito foi aberto nesta segunda-feira (2) na Delegacia Especializada de Homicídios, quando a namorada da vítima prestou depoimento. O suspeito foi localizado pela polícia nesta terça-feira (3). Ele e outras pessoas envolvidas no caso devem ser ouvidas nesta tarde pelo delegado Rodrigo Rolli. Ainda nesta terça, outras informações sobre o depoimento do suspeito e o andamento do caso devem ser divulgadas pela Polícia Civil.
Do G1 Zona da Mata

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