quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Crianças fazem votos de ‘Ano Bão’ em troca de guloseimas em Ouro Fino

           
               Tradição foi trazida por imigrantes italianos (Foto: Reprodução/EPTV)

“Ano Bão”. Esse é o cumprimento que leva, há mais de 100 anos, as crianças de Ouro Fino (MG) às ruas da cidade no primeiro dia do ano para desejar Feliz Ano Novo e ganhar guloseimas dos moradores. A tradição que chegou à região por meio de imigrantes italianos é passada de pai para filho e é sinônimo de prosperidade para quem recebe uma criança em sua porta com as felicitações e pedidos de doces.
A dona de casa Malu Braga crê que presentear uma criança logo no início do ano é sinal de alegrias até pelo menos o próximo réveillon. Por isso, ela já compra uma quantidade grande de coisas que sabe que vai agradar os pequenos, e monta saquinhos especiais. “Todos os anos eles passam e sabem que tem algo esperando por eles aqui né. Eu fico muito satisfeita de ver as crianças alegres e contentes”, comentou.
Já para os pequenos a peregrinação pelas casas começa cedo. Algumas ‘madrugaram’ como contam. “Nós já estávamos esperando na rua às 6h30”, contou Pedro Henrique, de 7 anos, que não escondeu a alegria pelas guloseimas pegas nas casas. “Eu ganhei bombom, pirulito, saquinho surpresa e até dinheiro”, revelou.Acompanhado pelos amigos, ele disse ainda que iria até outro bairro para tentar conseguir um brinquedo em troca do “Ano Bão”.
Já na casa do pintor Luís Carlos, ele já esperava pelas crianças no portão, cheio de doces. “Eu gosto muito de participar, de ver essa alegria na criançada, porque eu pedia quando era menino e é uma tradição bonita, gostosa, que passa de pai para filho”.
Mas, os cumprimentos não se restringem apenas às casas. Até mesmo comerciantes de Ouro Fino participam da celebração. Em uma padaria, todos os anos, a fila de crianças à espera de doces é enorme. “Fica lotado, só vejo a criançada chegando, pedindo ‘Ano Bom’ e eu acho muito bom, muito divertido, graças a Deus”, destacou o dono do comércio, Armando Ribeiro de Almeida Júnior.

Por:G1
Por isso, o servidor público Luis Otávio Nogueira faz questão de acompanhar a filha Loane, de seis anos, nos desejos de “Ano Bão”. “Passa pelas gerações né. Quando eu era moleque eu fazia isso com meus amigos e hoje todos são adultos, pais, formados e fazem com seus filhos, então acho gratificante. Espero que meus netos façam também”, desejou.

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