quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

REPERCUSSÃO DE RELATÓRIO Clube Militar divulgará lista de agentes mortos durante a ditadura


Segundo o presidente do clube, o general Gilberto Pimentel, o relatório da Comissão Nacional da Verdade divulgado nesta quarta (10), em Brasília, é um "equívoco muito grande

O Clube Militar prepara para esta quinta (11) a divulgação de uma lista com cerca de 120 nomes de militares, policiais e civis mortos em ações da luta armada contra a ditadura militar (1964-1985).
Segundo o presidente do clube, o general Gilberto Pimentel, o relatório da Comissão Nacional da Verdade divulgado nesta quarta (10), em Brasília, é um "equívoco muito grande".
No relatório, a Comissão Nacional da Verdade divulgou uma lista com 434 pessoas vítimas dos militares durante o regime.
"Vamos divulgar a relação dos nossos mortos. Não temos aqui nenhuma intenção de desrespeito ou desejo de volta ao passado. Agora se querem restabelecer a verdade é preciso contar toda a história e não apenas olhando por um viés. Não descarto que houve excessos do nosso lado durante este período. Mas e os militares que foram mortos em serviço? Houve militar morto a coronhadas surpreendido pelos terroristas", disse Pimentel.
O conteúdo do relatório surpreendeu e irritou militares que integram o clube. Em um artigo no site da associação, o general Marco Antonio Felício da Silva diz que o documento é uma "retaliação à memória dos generais que presidiram o país e são citados no relatório".
A Comissão Nacional da Verdade citou no documento os presidentes militares Humberto Castello Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Médici, Ernesto Geisel, João Batista Figueiredo e os integrantes da Junta Militar que substituiu Castello Branco: o general Aurélio de Lyra Tavares, o almirante Augusto Rademaker e o marechal do ar Márcio de Souza e Mello.
"Em vista de tal relatório, há uma pergunta que não quer calar: Diante de fato tão grave, nitidamente uma retaliação afrontosa às Forças Armadas, à memória dos generais presidentes e de vários insignes chefes militares, que não podem se defender, reconhecidos pelos serviços prestados à nação e ao país, a militares que se sacrificaram para que bandidos não transformassem o Brasil em uma grande Cuba, que resposta darão os atuais chefes militares", questiona o general Felício da Silva em seu artigo.
General da reserva, Gilberto Pimentel comentou ainda que a Comissão Nacional da Verdade está "contaminada" por pessoas com ideologias, o que tira a imparcialidade do trabalho.
"A presidente (Dilma Rousseff) recebeu um relatório extremamente pretensioso em que a comissão opina sobre tudo. Até sobre a lei da Anistia. O STF (Supremo Tribunal Federal) já opinou sobre este tema e não tem discussão", contou Pimentel.
O Clube Militar reúne 16 mil associados entre militares da ativa, da reserva e civis, ligados às três Forças: Exército, Marinha e Aeronáutica.

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