terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Namorado de jovem é investigado por falso sequestro e morte de cadela

Caso cachorra Juiz de Fora (Foto: Marina Proton/G1)

Veterinária chegou a fazer cartaz com recompensa para achar Sophia.
Companheiro disse à polícia de Juiz de Fora que ficou com medo.

A morte da cadela Sophia, de sete anos, foi parar na Polícia Civil em Juiz de Fora. Conforme a investigação, um jovem de 27 anos é apontado como suspeito de maus-tratos e de forjar o sequestro do animal, que ele disse ter sido atropelado e encontrado morto no último domingo (14). Sophia pertencia à veterinária Juliana Ribeiro, também de 27 anos, que tinha viajado e a deixado aos cuidados do companheiro. 
Segundo Juliana, inicialmente o namorado contou que saiu com Sophia e que no caminho ela tinha sido sequestrada por dois homens, que supostamente estavam em uma moto e o ameaçaram com uma arma, levando a cadela da raça poodle micro toy embora. A veterinária informou que chegou a oferecer uma recompensa de R$ 1 mil a quem achasse e devolvesse a cachorra. Mas nesta terça-feira (16), quando ela e o namorado procuravam por Sophia pela cidade, ele mudou a versão dos fatos. “Meu namorado me disse que estava passeando com a Sophia quando ela fugiu e foi atropelada. Então, como ele ficou nervoso, não contou o que havia acontecido na hora. Aí depois ele confessou que estava morta na casa dele e que inventou o sequestro”, contou.
Juliana disse ao G1 que a poodle estava com ela há sete anos, que ela tinha ganhado de uma criadora da raça, na cidade de Contagem, e lamentou o ocorrido. “Eu tenho mais alguns cachorros, mas tinha um carinho muito grande por Sophia, o que me deixou ainda mais triste”, disse.
Caso cachorra Juiz de Fora (Foto: Marina Proton/G1)Delegada diz que o suspeito poderá ser punido
(Foto: Marina Proton/G1)
Investigação
Após ter confessado para a namorada que havia mentido sobre o sequestro de Sophia, a veterinária foi com a família até a Delegacia de Polícia Civil levando o corpo do animal e pediu para que o companheiro fosse investigado. "Eu já tinha feito um Boletim de Ocorrências na Polícia Militar, quando ela aparentemente tinha sido sequestrada, mas com a confissão dele, eu procurei ajuda na Civil", comentou Juliana.
Para a polícia, o jovem informou em depoimento que a cachorra saiu da calçada, foi atingida por um carro e que morreu no local do acidente. Disse, ainda, que após o ocorrido levou a cachorra para casa, a colocou em um saco de lixo e em seguida numa caixa de sapato. 
Segundo a delegada do caso, Dolores Tambasco, o jovem estava com medo da namorada e por isso mentiu sobre o paradeiro da cadela. “Conversamos com o rapaz e procuramos a cachorra, tivemos denúncias e fomos verificar o que de fato tinha acontecido, mas não se tratava da Sophia. Durante o depoimento ele caiu diversas vezes em contradição enquanto contava sobre o caso. Ainda assim ele descreveu o suposto crime e os supostos suspeitos de sequestro”, afirmou.
Sobre o caso, Dolores disse que inicialmente está sendo tratado como um alerta, já que o crime de sequestro de animais poderia começar a ocorrer em Juiz de Fora, como já acontece em São Paulo, onde animais de raça têm sido sendo roubados e sequestrados. 
Durante coletiva para a imprensa nesta tarde, Dolores comentou que dependendo do resultado das investigações o jovem poderá ser enquadrado nos crimes de maus-tratos de animais, denunciação caluniosa, omissão na cautela de animais e por fazer movimentar todo o aparato policial com uma mentira, podendo ser punido por até 10 anos de prisão.Agora a delegada trabalha com mais de uma causa para a morte de Sophia. Segundo ela, além do atropelamento a cachorra pode ter sido assassinada. "Nós trabalhamos também com a hipótese de ter ocorrido um crime, mas isso só o laudo poderá afirmar. Ela pode ter sido morta de outra maneira, já que foi entregue já em estado de decomposição. Não temos certeza se vamos conseguir saber a causa exata da morte por causa disso, mas vamos tentar”, explicou. A data para o fechamento do laudo não foi divulgada pela delegada.
Do G1 Zona da Mata

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