segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ex-prefeito de Paracatu é apontado como mandante de homicídio em 1995

                                 


A Polícia Civil apurou a autoria e a motivação do assassinato de Eustáquio Porto Botelho, funcionário de uma cooperativa de leite em Paracatu, no Noroeste do estado, em 1995. Segundo as informações repassadas pela Delegacia Especializada de Homicídios de Contagem, que foi responsável pelo inquérito, o funcionário denunciava um desvio milionário na cooperativa, sendo vítima de queima de arquivo.
O suspeito de ser o mandante do crime é um ex-prefeito da cidade, que foi indiciado junto a outras três pessoas que teriam sido contratadas por ele para assassinar a vítima. O nome dos envolvidos não foram citados, pois o G1 não encontrou os suspeitos.
Na época, a vítima estava fazendo denúncias sobre uma fraude de adulteração do leite e na fiscalização do produto, o que teria desagradado os envolvidos. As investigações descartaram que a morte de Eustáquio estivesse relacionada com a atuação como agiota e apontaram, por outro lado, indícios de envolvimento de políticos de Paracatu no crime.Os levantamentos, ao longo de quase 19 anos, encontraram diversos entraves devido à forte influência política exercidas pelos suspeitos em Paracatu, sendo o inquérito assumido pelo delegado de Contagem após a transferência do caso para o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O crime foi denunciado pelo Ministério Público em outubro deste ano, apontando o ex-prefeito como mandante. Dos três executores, apenas um ainda vivo e à espera de julgamento.
Uma coletiva de imprensa foi realizada em Belo Horizonte na manhã desta segunda-feira (15) para mais esclarecimentos sobre o caso. O G1 contatou a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais para acompanhar o fim do inquérito e saber se os suspeitos estão detidos, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
Por: G1

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