sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CANDIDATO DA BASE Vereador Wellington Magalhães é eleito novo presidente da Câmara de BH

Sem ação. Wellington Magalhães defende acordo com MP, mas reconhece que nada está sendo feito

Ele foi eleito na manhã desta sexta-feira para dirigir a Casa pelos próximos dois anos com 25 votos; seu adversário, Juninho Paim (PT), da oposição, retirou a candidatura no último minuto

O novo presidente da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte é o vereador Wellington Magalhães (PTN), candidato que representa a base. Ele foi eleito na manhã desta sexta-feira para dirigir a Casa pelos próximos dois anos com 25 votos. De forma surpreendente, o seu adversário, Juninho Paim (PT), da oposição, retirou a candidatura no último minuto. O vereador Orlei (PTdoB) já havia retirado seu nome logo no início da sessão. Foram registradas 16 abstenções da oposição.
"Faltaram entregar a Cidade Administrativa para ter o comando dessa Câmara, não sei porque. Me assustei muito. Sempre fui companheiro leal de Pimentel", discursou Magalhães ao ser eleito. Segundo o novo presidente, o governador eleito Fernando Pimentel (PT) tentou assediar os seus aliados para garantir uma eleição municipal em 2016. "É lealdade, não é dar secretaria e dinheiro que iria comprar esses vereadores", disse Magalhães insinuando que os petistas ofertaram cargos e ajuda financeiramente para conquistar votos. "Retiraram a chapa para não carimbar a derrota de Fernando Pimentel", provocou Magalhães.

A chapa vencedora tem Magalhães como presidente, Henrique Braga (PSDB) como primeiro vice-presidente, Pablito (PV) como segundo vice-presidente, Coronel Piccininni (PSB) como secretário-geral, Dr. Nilton (PROS) como primeiro secretário, e Pelé do Vôlei (PTdoB) como segundo secretário. O ouvidor será Daniel Nepomuceno (PSB) e o corregedor, Bruno Miranda (PDT).

Até poucos momentos antes da eleição, os vereadores que compõem a base e da oposição mantinham conversas com os chamados independentes para angariar votos. Como mostrou O TEMPO com exclusividade, um grupo de 24 vereadores aliados de Magalhães passou a noite de ontem confinados em um hotel na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A estratégia, que deu certo, foi montada pelo novo presidente para evitar possíveis traições entre os aliados. Segundo o líder de governo, Preto (DEM), os parlamentares da base estavam sendo assediados por interlocutores de Juninho Paim.

A sessão foi aberta às 9h30. Até as 11h30, vários vereadores usaram o microfone para defenderem seus candidatos. Segundo o regimento interno, são destinadas duas horas para apresentação das chapas.

Os petistas Arnaldo Godoy e Pedro Patrus defenderam a candidatura de Paim utilizando o mesmo argumento que o cabeça de chapa usou na sua campanha. De que é preciso mandar o comando da Casa. Magalhães é ligado ao grupo que elegeu o atual presidente da Câmara, Léo Burguês (PTdoB), que personifica a crise de imagem da Casa.

O discurso, no entanto, não conseguiu atrair muitos aliados, pois a chapa era apoiada nos bastidores justamente por Léo Burguês.Em tom mais ameno para tentar atrair votos da base, Pedro Patrus disse que a candidatura de Juninho Paim "a chapa não é contra ninguém, contra o prefeito, é a favor da cidade", dizendo ainda que "a Casa não vai se curvar aos desmandos do executivo".
O presidente Léo Burguês que foi criticado por alguns colegas em seus discursos pela falta de diálogo com os colegas e com a sociedade também quis falar ao microfone.  Durante dez minutos, agradeceu aos funcionários da Câmara, os concursados e os comissionados. "Só erra quem faz, e o que eu busquei nos quatro anos foi fazer", disse. "O que é importante é aprender com nossos erros", Burguês disse que deixa a presidência "mais democrática, transparente e com mais participação popular. Avançamos muito nisso". 
O Tempo

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